17 de fevereiro de 2010

Desapego

Hora de parar, pensar no que está demais. Hora de desapegar. O desapego pra muitas pessoas é muito difícil, mas se faz necessário. Eu mesma adoooooro guardar coisas. Caixa de presente então, nem se fala! Mas chega uma hora que aquilo não cabe mais no nosso contexto, aí, vem na cabeça: -"preciso me desfazer, preciso jogar, preciso doar..... etc.....
Isso sempre foi muito difícil pra mim, sempre fui filha única  e tudo era meu, não precisava dividir. Tinha muita coisa guardada. Hoje graças a Deus penso muito diferente só que não consigo achar tempo pra arrumar os armários.
Decidi que vou começar aos poucos, um armário por vez e bora na catança!rsrsrs
As energias renovam, parece que fico muito mais leve.


ASSIM NÃO ADIANTA!


Comece devagar, pensando em cada item que você não usa e, portanto, não merece ficar ali parado, sem ser aproveitado. Tenha perto um saco ou uma caixa grande, de papelão, para ir colocando as peças que serão doadas.
Ah, mas e o prazer de guardar, de colecionar? Como ficam as coleções de ursinhos de pelúcia, curtidas desde a infância, os discos de vinil, as latinhas de cerveja garimpadas em cada canto do mundo, os pingüins da geladeira? Bom, isso já é um caso de paixão, de gosto pessoal, departamento em que não se toca sem permissão. Se essas coleções são vivas e não estão esquecidas, pode ser legal ficar mais um tempo com elas.
Mas até isso pede análise. Será que uma coletânea de discos teria melhor continuidade em um museu, onde várias pessoas poderiam ouvir as músicas? Você já pensou em reduzir sua coleção de preciosidades para um número mais sensato, e que sua casa pode abrigar? Só você pode responder.
Algumas pessoas encontraram jeitos particulares de lidar com o excesso. Segundo o químico Flávio Maron Vichi, professor do Instituto de Química da USP, dois anos é realmente o tempo-limite para um livro sobreviver sem estragos. "Depois disso, ele começa a se e ganhar manchas, resultado da falta de oxigênio", diz. Outros objetos, como CDs, quadros e fotos, também precisam ser arejados constantemente. Além da limpeza, necessitam de ventilação, fundamental para evitar fungos. Portanto, faz todo sentido passar as coisas adiante se num determinado período - você pode adotar a política dos dois anos ou criar um prazo-limite só seu - não precisou delas para nada.
Depois, você percebe que ganha tempo. Porque as coisas roubam seu tempo, sua atenção e seu dinheiro! Pare para pensar: os objetos também exigem cuidados. Alguém precisa limpar, organizar e manter. E esse é um jeito de se dispersar daquilo que realmente precisa ser feito, ou seja, as atividades mais importantes e/ou prazerosas. Por exemplo: tomar um banho demorado e gostoso, devorar os livros que se propõe ler e nunca consegue tirar da estante, escrever para os amigos, cozinhar, namorar, dormir.
A empresária Joyce Teperman tem o hábito de fazer limpezas freqüentes em sua casa. Nenhuma área escapa de sua visão simplificadora: dos temperos da cozinha aos brinquedos do filho, tudo passa por varredura. Quem tem filhos pode atestar que essa é uma boa maneira de incutir parâmetros de consumo consciente e desapego. Convenhamos, é mesmo necessário ter uma dúzia de foguetes espaciais no quarto? Ou umas 20 bonecas com a mesma cara?
O budismo diz que o apego pode nos asfixiar, especialmente quando a relação com os objetos é compulsiva, de pura posse. Nesse caso, há medo da perda, ciúme, insegurança e outros sentimentos espinhosos. Igualzinho ao apego neurótico à pessoa amada.
Mas vá falar para os vários tipos de "apegados" que seus objetos são inúteis. Um amigo, professor de Direito, coleciona cartões de telefone (!). Só que usa dois celulares e jamais entrou em fila de orelhão. Uma dona de casa de 55 anos guarda papéis de carta desde adolescente: são centenas de papéis decorados, circunscritos em uma gaveta da escrivaninha. (hahaha eu ainda tenho!)Se ela gosta de escrever cartas? (não costumo escrever cartas!) Só se comunica por e-mail!
Há apegados de vários tipos. Há os que idolatram suas coisas a distância, sem envolvimento tátil. Há aqueles que estão sempre querendo aumentar suas coleções. E ainda os que não passam um dia sem admirá-las. Seja o que for, essas pirações mostram como somos ligados à matéria e como ela pode acabar regendo nossa vida. O segredo para não se tornar um escravo dos objetos é o discernimento. É ele que nos faz ver o que é mesmo necessário, nos faz separar o joio do trigo e ainda mostra quando o pão está bom e sabo-roso e quando já está podre e azedo.

Por Gloria Kalil
Nao se engane; as roupas que voce usa se parecem com voce, com sua vida, dizem sobre as situaçoes que voce viveu e vive.


"Voce precisa ter coragem para:
Dispensar o que nao combina mais com a sua vida atual.
Aceitar os seus excessos e rever.
Identificar os sinais que deduram que sua roupa preferida ja era...
Pedir a opiniao de outras pessoas da casa e deixar que elas dispensem duas ou tres peças.
Experimentar diante do espelho - de frente e de costas - todas as peças que nao usa ha tempos....deixe que o espelho responda. "

Me desculpem o tamanho do texto, mas é que achei muito bacana e impossível deixar mais sucinto!
Bjo gde.

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